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2017-05-29 00:00:00.64

CAPITAL AMBIENTE, CIDADES MAIS VERDES

cidade mais verde


As cidades mais avançadas do mundo são "verdes". Ou têm esse objetivo na agenda. O desenvolvimento sustentável assim o exige, em nome dos cidadãos e de uma economia pujante. Os bons exemplos abundam, resta saber aplicá-los...


Por um futuro com cidades mais verdes.Mais da metade da população mundial vive em cidades e, em 2050, prevê-se que um terço dos seres humanos viva em ambiente urbano. À medida que a população urbana cresce e os efeitos das alterações climáticas se agravam, as nossas cidades têm de se adaptar, sob pena de ficarem irremediavelmente para trás. As cidades precisam acelerar sua transição para um futuro mais limpo, saudável e economicamente viável através de melhorias na eficiência energética, em investimentos em tecnologias renováveis e reforma da regulamentação. A ideia de que o futuro consiste apenas num reformular de ideias e de conceitos antigos pode ser perigosa. As cidades, através da ação dos decisores políticos, estão obrigadas a inovar e a fornecer aos cidadãos e às empresas as circunstâncias e as ferramentas necessárias ao desenvolvimento do seu potencial e à implementação de medidas concretas de melhoria da qualidade de vida.

Neste capítulo, Portugal tem conhecido uma evolução assinalável ao longo dos últimos anos, com diversas cidades empenhadas em acompanhar o comboio do desenvolvimento sustentável. Lisboa é um dos exemplos mais felizes desse compromisso: entre 2002 e 2014, conseguiu reduzir em 23 por cento as emissões de CO2; e entre 2007 e 2013 diminuiu o consumo de água em 17 por cento. Segundo a página da União Europeia dedicada às "capitais verdes", Lisboa possui uma das maiores redes de pontos de carregamento de veículos elétricos e um terço da frota municipal de automóveis é elétrica. A capital portuguesa foi, ainda, elogiada pelo seu foco na infraestrutura verde, ajudando-a a atingir o seu objetivo de aumentar a biodiversidade em 20 por cento até 2020.

A par de Lisboa, fazem parte da rede "European Green Capital" as cidades de Ghent (Bélgica), Lahti (Finlândia), Olso e Tallin (Estónia). Recentemente, apresentaram candidaturas as cidades de Leuven (Bélgica), Ludwigsburg (Alemanha) e Växjö (Suécia).

As cidades do futuro estão obrigadas a inovar, em nome da qualidade de vida dos cidadãos. Olso já anunciou o objetivo de chegar a 2050 sem qualquer consumo de combustíveis fósseis nos transportes públicos e nos sistemas de aquecimento.

Com uma meta um pouco mais distante no tempo, mas com objetivos mais ambiciosos, está a cidade de Oslo. Através do programa "OsloGoGreen", a capital da Noruega pretende ser, até 2050, ser uma cidade totalmente "carbon neutral": além das emissões de gases poluentes, Oslo vai ainda abolir os combustíveis fósseis nos transportes públicos e nos sistemas de aquecimento público e privado. Estas metas são apoiadas por estratégias integradas e conceitos simples, tais como envolver os cidadãos e as empresas e utilizar a administração da cidade como um modelo de governança verde.

CARBONO ZEROInteressante é verificar que os responsáveis políticos de Oslo desenharam uma estratégia que envolve mais duas áreas: cultura e conhecimento. Na primeira, está em curso um plano de desenvolvimento das instituições culturais, como é exemplo a Oslo Opera House, inaugurada em 2008; na segunda, visa aproveitar e desenvolver a liderança que já possui como um dos melhores locais para aquisição de conhecimento da Europa.

Mas como é de ambiente que falamos, importa destacar o fato de Oslo pertencer a diversas organizações internacionais "verdes", como são os casos da "C40 Cities Climate Leadership Group", da "The Carbon Neutral Cities Alliance" , da "ICLEI - Local Governments for Sustainability" e da Eurocities. Os compromissos são assim...

A qualidade de vida dos cidadãos assenta na capacidade inovadora dos decisores políticos e na ?coragem? destes em envolver todos os atores sociais e económicos nos seus projetos. Para os ajudar a refletir e decidir, há ferramentas tecnológicas de última geração no mercado.

Os municípios devem proporcionar um ambiente limpo, verde e seguro, saber lidar com a poluição em todas as suas formas e conciliar o desenvolvimento económico com o impacto ambiental. A qualidade de vida que o município oferece é um aspeto fundamental na sua capacidade de prosperar. Além disso, os cidadãos também precisam de estar envolvidos no desenvolvimento e na implementação de políticas ambientais e ser encorajados a assumir a responsabilidade pela qualidade do ambiente em que vivem. Envolver os cidadãos é mais do que importante; é um pré‐requisito para o sucesso no desenvolvimento de melhorias ambientais sustentáveis.

Nesse sentido, a PARADIGMSHIFT tem disponíveis no mercado as mais avançadas soluções tecnológicas que permitem aos decisores políticos envolver os cidadãos na vida das cidades. Referimo-nos a aplicações móveis que possibilitam que o munícipe possa interagir em tempo real com os responsáveis do município e vice-versa, onde quer que se encontrem e em qualquer momento.

Cerca de 92 por cento da população mundial vive em locais com excesso de poluição. Este é o desafio do futuro para decisores e cidadãos. Os bons exemplos de como atacar este problema existem, é preciso saber aplicá-los a nível local...

A poluição é um enorme problema para muitas cidades. As Nações Unidas referem que 92 por cento da população mundial vive em lugares onde os níveis de poluição excedem os limites recomendados e que cerca de 6,5 milhões de pessoas morrem anualmente devido a doenças relacionadas com poluição. Por isso, os governos municipais têm de desenvolver políticas que incorporem e valorizem as ações conducentes ao desenvolvimento sustentável. Primeiro, devem fazer um diagnóstico sério acerca da situação em que a cidade se encontra em termos ambientais, devendo então fazer refletir as suas estratégias políticas, sociais e económicas nos objetivos ambientais a que se propõem. As oportunidades estão em cima da mesa, as ferramentas tecnológicas estão disponíveis, resta agora olhar para os bons exemplos e saber como replicá-los a nível doméstico...

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