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26-04-2017

TECNOLOGIA E INOVAÇÃO SOCIAL

Tecnologia Digital Social



Tecnologias digitais e inovação social: binómio de sucesso.Numa altura em que os principais indicadores económicos do país avançam no sentido positivo, ganha ainda maior importância a aplicação de novas ferramentas digitais ao território da inovação social. Em causa está não apenas a sustentabilidade da economia, como também o futuro da própria sociedade, enquanto tecido complexo composto por inúmeras variantes: emprego, educação, saúde, cultura, desporto, etc. Por isso, quando, por exemplo, uma entidade (empresa, município) contrata um sem-abrigo para trabalhar como guia turístico e utiliza a Internet para alertar a sociedade civil para os problemas das pessoas que estão nestas condições, está a tirar proveito das tecnologias digitais a favor da inovação social. E sendo a União Europeia um espaço em que o Estado tem um papel preponderante na vida corrente dos cidadãos, devem ser as entidades públicas a tomar a dianteira na execução das políticas tendentes a provocar alterações na maneira em como os serviços são prestados.

Se analisarmos o caso da população mais idosa, verificamos que há, por comparação, cada vez menos pessoas em idade ativa na União Europeia: por cada trabalhador no ativo, há quatro pessoas com mais de 65 anos (em idade de reforma). Até ao ano de 2040, a Comissão Europeia prevê que a proporção aumentará para - o dobro. Por conseguinte, ganha primordial relevância o trabalho efetuado pelas entidades com maior grau de proximidade às populações em risco de algum tipo de exclusão, como são as câmaras municipais, as Instituições Particulares de Solidariedade Social e as Organizações Não Governamentais, de preferência em ações conjuntas em prol das franjas mais desprotegidas da população.

Portugal é anunciado como sendo o país da União Europeia líder da inovação social e foi o primeiro país a candidatar projetos nesta área aos fundos estruturais. As palavras são de Carlos Moedas, comissário para a Investigação, Ciência e Inovação, que anunciou em Janeiro deste ano a realização de uma "grande conferência internacional sobre inovação social, a realizar em Portugal mais para o final deste ano", em que será apresentado o que foi feito em Portugal, bem como conhecer outros exemplos do que está a ser feito na Europa e noutras partes do mundo e em que seja possível estabelecer um programa de trabalhos para 2018, 2019 e 2020. A iniciativa irá colocar Portugal no centro de um setor para o qual o país conta já com um envelope de 150 milhões de euros dos fundos estruturais para projetos nesta área, através de diferentes linhas de capacitação, sejam os títulos de impacto social, as parcerias ou o fundo de inovação social.

A inovação social é decisiva para o futuro da sociedade europeia. Até ao final deste ano, haverá uma conferência internacional para debater os desafios do setor, que em Portugal conta com um envelope financeiro na ordem dos 150 milhões de euros.

Se entendermos inovação social como o meio para tornar a vida dos cidadãos mais simples e cómoda, mostremos o exemplo do Metro do Porto e do projeto ColorAdd . Inserido no âmbito dos programas de Responsabilidade Social daquela transportadora, o ColorAdd destina-se aos cidadãos com daltonismo e que pretendam usar a rede da Metro do Porto. Os utilizadores dispõem de uma dupla identificação das linhas, visíveis através de um código monocromático e de uma letra. Desenvolvido com base nas três cores primárias, o código assenta num processo de associação lógica e de fácil memorização. O conceito de adição das cores torna-se um "jogo" que permite ao daltónico, através do conhecimento adquirido, relacionar os símbolos - identificando as cores que representam. O reconhecimento do ColorAdd (sistema de identificação de cores para daltónicos) como ferramenta de comunicação com potencial de uso universal e intuitivo, levou a Metro do Porto a adotá-la na sua informação mais global...

Tecnologia ParadigmshiftCom um público-alvo mais abrangente, isto é, destinado a grupos mais vastos da população, existe o LabX, Laboratório de Experimentação da Administração Pública. Desenvolvido a pensar na conceção e no teste de novas soluções destinadas a melhorar os serviços públicos e o quotidiano dos cidadãos, o LabX é um projeto candidato a fundos europeus do "Horizonte 2020" e está ligado ao LabConections, uma rede de laboratórios semelhantes na Europa e na Comissão Europeia, e já tem projetos em curso, como o Balcão do Óbito ou o Balcão do Desemprego.

O LabX é um projeto candidato a fundos europeus do "Horizonte 2020" e tem em curso iniciativas para melhorar a vida dos cidadãos. O Governo pretende, ainda, dar continuidade às iniciativas para ajudar os mais idosos, em concreto no acesso ao digital.

No âmbito da Administração Pública, o Governo deu também sequência aos espaços do cidadão criados pelo anterior executivo para ajudar os mais velhos, com mais dificuldades de acesso ao digital, a ter um espaço online nas juntas de freguesia para acesso aos serviços públicos digitais.

Se nos lembrarmos da criação da Loja do Cidadão, é fácil perceber as consequências que a abertura destes espaços tiveram na vida diária dos cidadãos. A inovação social é uma preocupação global, resta saber aproveitar as suas potencialidades...

Os exemplo acima citados podem parecer distantes no tempo e na concretização, mas lembremo-nos, por exemplo, das Lojas do Cidadão, espaços multisserviços hoje em dia perfeitamente integrados no quotidiano dos cidadãos, mas que no longínquo ano de 1999 se afiguravam quase como uma utopia... O projeto ganhou prémios internacionais, incluindo três das Nações Unidas, e atravessou todos os governos. É neste contexto que a PARADIGMSHIFT, através de tecnologias mobile, assentes em smartphones e tablets, está em condições de colaborar com as mais diversas entidades no sentido de proporcionar os melhores serviços aos cidadãos.

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