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07-04-2017

ERP NAS CIDADES

ERP


O electronic road pricing é quase um desconhecido nas cidades portuguesas, mas é uma realidade bem avançada em vários países do mundo. Se o caso de Singapura é o que mais sucesso tem alcançado, Londres e Milão, por exemplo, não ficam nada atrás...


Electronic Road Pricing Transportar é o futuro. O paradigma das portagens existentes nas auto-estradas para o centro das cidades pode gerar alguma desconfiança inicial nos responsáveis pela gestão do tráfego automóvel citadino. Mas esse cenário é o futuro, não tenhamos qualquer dúvida. E nada melhor do que olhar para o exemplo do que já sucede em vários circuitos urbanos um pouco por todo o mundo para se perceber a importância de aplicar o electronic road princing para gerir o volume de tráfego metropolitano, especialmente se atendermos ao fato de o congestionamento automóvel ter custos muito elevados para a sociedade: menos produtividade, poluição ambiental (fumo e ruído), gastos acrescidos com combustível, perigo de aumento de acidentes...

Hoje em dia, cidades como Singapura, Londres (Inglaterra) ou Milão (Itália) são exemplos de sucesso de como uma ferramenta tecnológica, o electronic road pricing (ERP), foi preciosa para que os gestores municipais de tráfego destas cidades pudessem levar à prática os seus planos de gestão rodoviária no centro urbano. Além de aumentarem as suas receitas...

Explique-se, então, em primeiro lugar, em que consiste o ERP. Utilizado como ferramenta de gestão do tráfego em contexto urbano, baseia-se no princípio do utilizador-pagador, ou seja, quanto mais um determinado veículo automóvel utiliza as estradas consideradas mais sensíveis, e em horas de ponta, mais paga. O ERP aplica taxas consoante as estradas utilizadas e o momento do dia em que determinado veículo lá circula. O objetivo é o de, em primeiro lugar, desencorajar os condutores a utilizar essas vias nas horas críticas (previamente determinadas e publicitadas); depois, procurar percursos e horários alternativos; e, por fim, optar por meios de transporte públicos. Esta tecnologia funciona com a colocação de um cartão no veículo e, no momento da passagem nos pórticos, é feita a leitura da hora da passagem e posteriormente a cobrança eletrónica.

O ERP baseia-se no conceito utilizador-pagador do tráfego citadino e, além de ser uma ferramenta tecnológica preciosa na gestão e controlo, constitui ainda uma importante fonte de receita para os municípios.

Em Singapura, os governantes locais contam já com 14 anos de experiência na implementação de ERP nas vias citadinas e o balanço não podia ser mais satisfatório. "O avanço da tecnologia permitiu-nos desenvolver o sistema ERP da próxima geração. Este novo sistema permitir-nos-á continuar a gerenciar o congestionamento de tráfego de forma eficaz, fornecendo a plataforma de tecnologia para desenvolvermos serviços de valor acrescentado, com maior comodidade para os condutores e gerir melhor os acidentes nas estradas", pode ler-se na página oficial da Autoridade de Transportes Terrestres de Singapura. A nova plataforma tecnológica estará pronta em 2020 e será desenvolvida em conjunto entre a NCS Pte. Ltd. e a Mitsubishi Heavy Industries Engine System Asia Pte Ltd.

A cidade de Singapura, juntamente com a NCS e a Mitsubishi, estão a desenvolver uma nova plataforma tecnológica, cujos proveitos de exploração vão servir para investir em mais e melhores estradas e na promoção do uso de transportes públicos.

Até lá, as receitas provenientes da aplicação do ERP em Singapura vão servir para a construção de mais e melhores estradas, regular o crescimento do tráfego nas zonas mais críticas, investir em soluções de controlo de tráfego e na promoção do uso de transportes públicos. Para melhor se perceber o estádio em que esta solução se encontra, refira-se que, em Singapura, as primeiras experiências foram levadas a cabo no longínquo ano de? 1975.

erp2Em Londres, o ERP funciona desde 2003, mas com uma metodologia diferente. Enquanto em Singapura a gestão é feita através de cartões, na capital inglesa são circuitos fechados de câmaras que ajudam ao controlo do tráfego. No chamado "Anel de Aço", os condutores são monitorizados através de um intrincado sistema vídeo, que serve não apenas para gerir o trânsito, como também para efeitos de prevenção da criminalidade . De acordo com o UKAuthority, um canal de comunicação britânico para os decisores públicos, o tráfego em Londres caiu cerca de 39 por cento entre 2002 e 2014, ao passo que as receitas do operador de tráfego local, "Transport for London", aumentou cerca de cinco por cento só entre 2015 e 2016.

A cidade de Milão adotou um sistema ligeiramente diferente dos anteriores, embora o objectivo final seja sempre o de limitar (ou até mesmo impedir) os condutores de veículos particulares de entrarem na cidade sem constrangimentos. Com o argumento de uma cidade ?mais verde?, os responsáveis pelo ordenamento do território de Milão aplicou o"Ecopass", que se baseia no quão determinado veículo é poluidor para lhe aplicar uma taxa de circulação em conformidade.

Em 12 anos, o trânsito no centro de Londres diminuiu em cerca de 39 por cento, graças ao circuito de vídeo implementado. Em Milão, os gestores públicos aplicam uma taxa aos veículos de acordo com o grau de poluidor que lhes é atribuído.

A novidade deste sistema está na simplicidade das metas a atingir. Os governantes de Milão querem uma cidade com melhor Ambiente, ao passo que os técnicos que gerem o tráfego automóvel podem restringir o acesso de veículos ao centro da cidade penalizando quem mais polui. Para isso, foi estabelecida uma escala de veículos poluidores por tipo. Em zonas bem determinadas da cidade, não é permitida a entrada de veículos com mais de sete metros e meio de extensão; os veículos híbridos estão isentos de taxa até 2019, ao passo que os restantes pagam de acordo com o grau de poluidor que lhe for atribuído.

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