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06-03-2017

BEACON´S LIGAM LUGARES, TRANSEUNTES E MARCAS

tecnologia Beacon


É uma revolução que só está à espera de acontecer. A tecnologia Beacon permite às empresas e organizações ligarem-se diretamente com os consumidores e utentes, de forma imediata. As aplicações práticas são imensas e vão desde aeroportos até ao comércio local...


A tecnologia Beacon (ou iBeacon) é uma ferramenta que emite sinais destinados a aplicativos móveis com os sistemas iOS e Android, fornecendo-lhes informação precisa e personalizada acerca do lugar onde a pessoa se encontra, permitindo ao utilizador aceder a conteúdos híper contextualizados numa escala micro local, com base na localização. Se o proprietário de um negócio dispuser da tecnologia Beacon no seu estabelecimento, tem ao seu dispor informação exata acerca da localização do potencial cliente, podendo assim enviar mensagens precisas sobre, por exemplo, um produto em destaque, um serviço ou um anúncio em contexto real.

Concretizando: um consumidor com um smartphone entra numa loja e esse smartphone tem instalada a app que lhe permite receber o sinal do iBeacon. O passo seguinte é simples: o servidor central envia uma mensagem ao consumidor, que por sua vez fica a saber de imediato onde está e que produtos podem ser interessantes para comprar. Outras valências importantes podem ser os pagamentos móveis ou a possibilidade de traçar um perfil consumidor. Com um potencial de aplicação praticamente ilimitado, a tecnologia iBeacon pode ser utilizada em lojas de retalho, aeroportos, salas de concerto, parques temáticos, etc.

Esta app permite saber exatamente onde está o potencial cliente de uma loja, dando-lhe informações personalizadas acerca daqueles que podem ser os seus interesses. Lojas de retalho, aeroportos, hotéis, salas de concerto são alguns dos locais de possível utilização.

A tecnologia iBeacon reúne todas as condições para provocar uma mudança de paradigma na forma como as marcas comunicam com os consumidores. O iBeacon fornece, objetivamente, uma extensão digital para o mundo físico.

O grande retalhista Macy's começou por aplicar a tecnologia iBeacon em dois espaços emblemáticos (Nova Iorque, onde dizem estar a maior loja retalhista do mundo, e São Francisco), mas depressa decidiu estender a utilização em todas as lojas nos Estados Unidos . Os cerca de 4.000 dispositivos instalados nas lojas Macy's permitiram potenciar o engajamento e os esforços de marketing em toda a cadeia de lojas.

Esta desmaterialização da localização individual dos consumidores pode ser encarada como uma ameaça, já que o iBeacon deteta a presença num determinado local, com precisão. Isto é, muitos poderão pensar que estamos na presença de um"Big Brother" encapotado. Acontece, porém, que a tecnologia Beacon é "amiga" do utilizador, uma vez que só com a autorização do utilizador é que o seu dispositivo móvel fica detetável. Ora, cabe aqui ao retalhista ter a agilidade suficiente para poder transformar uma eventual ameaça numa grande oportunidade de relacionamento e de negócio, convertendo uma possível intrusão na vida privada do utilizador num agradável convite para visitar a sua loja e conhecer os seus produtos ou serviços.

Dentro de cerca de um ano, prevê-se que 44 por cento das companhias aéreas do mundo utilizem a app Beacon, disponibilizando informações como onde se encontra a bagagem, as portas de embarque e compras duty-free.

A aplicação prática do Beacon é, de facto, imensa. De acordo com a plataforma Skift, prevê-se que até 2018 haja 44 por cento das companhias de aviação de todo o mundo a integrar esta app nos aeroportos. A maior parte das companhias aéreas utiliza o Beacon nas áreas de check-in, nas zonas de trânsito e nas zonas onde os passageiros mais se concentram. A informação acerca dos voos e as atualizações acerca das portas de embarque são, para já, as utilizações mais comuns.

Agora, imaginemos que, além das funcionalidades acima referidas, o passageiro pode ainda saber com exatidão onde está a sua bagagem, quanto tempo demora até chegar ao local de recolha, bem como promoções e ofertas duty-free, além de permitir aos passageiros relacionar esta app com outras aplicações de viagem. Quanto ao objeto físico, a app começou por ser do tamanho de uma maçã, mas hoje em dia são pequenos stickers de visibilidade discreta.

Beacons Olhemos para dois derradeiros exemplos: o da colocação em unidades hoteleiras e o da utilização em complexos desportivos. No primeiro caso, a cadeia Starwood decidiu utilizar a tecnologia Beacon para melhorar o serviço aos clientes. Resultado? Os seus lucros subiram, acompanhados pelo grau de satisfação dos clientes. Através desta aplicação personalizada, os funcionários dos hotéis registam e transmitem informações como o tipo de frigorífico, o espaço do quarto, se este tem um ou mais camas, se está longe do elevador, em que piso, que vistas tem... "Ajuda-nos a ligar melhor os quartos com as preferências dos nossos hóspedes", explica o vice-presidente do Starwood Hotels and Resorts, Chris Holdren. Também a Major League Baseball está a aplicar o Beacon nos seus estádios para ajudar os adeptos e escolherem o melhor lugar anual, exemplo que também se estende aos clubes da NBA, como os campeões Golden State Warriors. Gera mais conforto para a escolha dos adeptos e gera mais receitas.

A Liga de Baseball norte-americana e clubes da NBA estão a fazer uso desta tecnologia para incentivarem os adeptos a comprarem melhores lugares anuais, proporcionando-lhes conforto e... gerando mais receitas.

Apresentados estes exemplos, podemos concluir que se a utilização da tecnologia Beacon é eficaz em grandes espaços, muito mais será a uma escala mais reduzida, como seja o comércio local. Numa lógica de promover este tipo de comércio, os municípios têm, assim, uma oportunidade de ouro para promoverem as chamadas lojas com história, os locais de referência a nível da arte urbana, museus ou outros pontos e locais de interesse. Pode ainda ser aplicado a um caso muito prático: o da recolha do lixo municipal. Através da colocação de Beacons em pontos estratégicos das localidades, os serviços centrais e os munícipes passariam a saber a hora exata da passagem dos veículos de recolha, através do envio de mensagens para dispositivos móveis. Simples e eficaz.

Como descreveu Chuck Martin, CEO do Mobile Future Institute, num artigo publicado no Harvard Business Review , a app Beacon é "a peça que faltava em todo o puzzle das compras em dispositivos móveis". Destacando o facto de os consumidores receberem mensagens sem terem de fazer absolutamente nada, Chuck Martin vê os Beacon como podendo ajudar a superar um "grande obstáculo" para as empresas que pretendam envolver-se com os clientes de forma personalizada. As potencialidades estão todas aí, resta saber aproveitá-las...

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