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2017-01-29 00:00:00.417

TESLA EM PORTUGAL

Tesla em Portugal


Portugal poderá vir a acolher a "gigafábrica" da Tesla, fato que já abriu a corrida pela competitividade do território. A aplicação do Sistema de Informação Geográfica é decisiva para estar na primeira linha desta competição pelo investimento.


A notícia foi publicada em primeira mão pelo jornal Faro de Vigo e dá conta da intenção da Tesla, fabricante norte-americano de automóveis elétricos de ponta e de baterias de iões de lítio, de poder vir a construir uma "gigafábrica" na Europa, mais concretamente em Portugal. O anúncio da decisão final acontecerá ao longo deste ano e como grandes concorrentes a esta instalação há países da União Europeia como a Espanha, França e Holanda e alguns candidatos a Leste. Mas o que é que Portugal tem a mais que os outros candidatos? Uma taxa de exposição solar acima da média e a "infraestruturas rodoviárias de classe mundial", como afirmou o Ministério do Ambiente, entre outros atributos de índole laboral. Os municípios de Torres Vedras, Palmela e Mangualde são os candidatos conhecidos, mas esta pode ser uma oportunidade de abrangência nacional?

Portugal aposta cada vez mais na competitividade do território, com cidades como Lisboa à cabeça , estando prevista a criação de uma base de dados que vai ajudar os cidadãos a baixar consumos energéticos, reduzir a emissão de gases com efeitos de estufa ou diminuir o ruído do trânsito. O que é que isto tem a ver com a fábrica de baterias da Tesla? Tudo, pois serão as cidades que mais depressa adequarem os serviços prestados aos cidadãos aos novos desafios tecnológicos e ambientais aquelas que beneficiarão de programas como os "smart transports", ganhando assim terreno aos municípios concorrentes na corrida por mais e melhores investimentos.

Em Lisboa, deverá ser criada uma base de dados de auxílio aos cidadãos para a redução da fatura energética, a emissão de gases poluentes ou o ruído automóvel. É o projeto "smart transports" em curso...

Isto é: a competitividade do território depende do desenvolvimento de aplicações digitais interativas que permitam a ação e a mudança de comportamento dos cidadãos, em questões ligadas à eficiência energética, energias renováveis e mobilidade sustentável. No caso de Lisboa, que já está a aplicar um sistema com estas caraterísticas, os serviços municipais acreditam que a ação dos munícipes, registada e executada através destes e de outros serviços tecnológicos partilhados, permitirá à autarquia reorientar, em tempo real, as suas decisões de gestão ambiental.

Neste capítulo, será fundamental ter em prática um Sistema de Informação Geográfica (SIG) devidamente atualizado e composto pelo trabalho efetuado por técnicos no terreno, como também pelos cidadãos locais. Para isso, deverão ser disponibilizados sistemas e aplicações que possam funcionar em regime de dados abertos em larga escala, podendo assim agrupar contributos de todos e fortalecer a participação. A promoção de mudanças de comportamento é um dos grandes objetivos do projeto Sharing Cities. As escolhas coletivas ajudam a baixar os consumos de energia e de recursos naturais.

O Sistema de Informação Geográfica é uma ferramenta poderosa de caraterização do território, devendo os cidadãos ser chamados a dar o seu contributo para este processo, em nome de objetivos comuns: o desenvolvimento e o ambiente.

Estas decisões de gestão ambiental passam pela utilização cada vez maior de carros autónomos, mais amigos do ambiente e eles próprios geradores de tecnologia de ponta. No entanto, o tema ainda gera muita discussão e os especialistas temem que gigantes como a Tesla, a Google e os fabricantes tradicionais de automóveis se dediquem mais à concepção e desenvolvimento de veículos autossuficientes em termos tecnológicos em ambiente urbano, do que propriamente em produzir tecnologia adaptável às exigências das cidades inteligentes do futuro. Esses receios avolumam-se ainda mais quando está estimado que o investimento global da indústria automóvel em veículos autónomos atinja os 29,6 mil milhões de dólares durante ano, ao passo que os governos um pouco por todo o mundo investirão cerca de 16,5 mil milhões de dólares em sistemas de transporte inteligentes.

Em suma, os sistemas inteligentes de transporte (Smart Transport) e as cidades inteligentes (Smart Cities) estão umbilicalmente ligadas à competitividade do território, para o qual tem um contributo decisivo o SIG. Os investidores com visão de futuro apostarão mais depressa num território tecnologicamente desenvolvido, do que num município de costas voltadas para os cidadãos. Investirão sobretudo nos territórios que esteja interligados, como consta do projeto Sharing Cities. A nível europeu há três cidades "fundadoras" do processo de implementação do projeto: Milão, Londres e Lisboa. No conjunto, prevê-se que os exemplos e ações do programa venham a atingir 100 cidades, das quais em Portugal, além da capital, mais dez: Abrantes, Évora, Funchal, Loures, Matosinhos, Portimão, Sines, Sintra, Vila Nova de Gaia e Viseu.

Um território interligado gera sempre mais fatores de atratividade para investimentos. Em Portugal, há dez cidades envolvidas no projeto Sharing Cities. Mas mais podem vir a concorrer?

Para aplicar e levantar os três eixos de ação do projecto nas três cidades acima citadas (Milão, Londres e Lisboa), os eixos das Pessoas, Lugares/Infraestruturas e Plataformas digitais, está garantida uma verba de quase 25 milhões de euros, provenientes da União Europeia. Um valor que pode aumentar bastante, caso os municípios consigam levar por diante os objetivos que se propõem cumprir. Entre câmaras municipais, empresas e universidades, o consórcio fundador integra 35 parceiros também eles contribuintes líquidos num montante que passará os 280 milhões de euros. A acrescentar a estas verbas, os responsáveis pelo projeto acreditam que o Sharing Cities é suficientemente atrativo para captar um investimento total de 500 milhões de euros. Portanto, esta é uma oportunidade que os municípios não podem desperdiçar, tanto mais que este é um ano de grandes decisões, a começar pelo destino das fundações da "gigafábrica" da Tesla...

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