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04-12-2016

A INTELIGÊNCIA COMPETITIVA DAS SMART CITIES

Smart City


As Smart Cities são o paradigma da eficiência da gestão dos recursos, com a aplicação de soluções tecnológicas de acesso global. Critérios como a gestão de tráfego, da água, da iluminação pública, das lixeiras ou a segurança são decisivos para a escolha de um local para viver.


No Canadá, a cidade de Montreal (http://ville.montreal.qc.ca) conheceu anos difíceis na década de 1980 e o seu tecido industrial entrou em declínio. A comunidade alberga cerca de dez por cento da população canadiana e, portanto, era fundamental inverter este caminho. Em 2011, os responsáveis políticos locais e nacionais iniciaram um plano de transição para a rede Smart Cities, com vista à recuperação de vários setores económicos (saúde, educação, gestão de recursos hídricos, sistemas inteligentes de tráfego, recolha e depósito de lixo, segurança, etc.). O plano consistiu na aplicação de tecnologia que tornasse os serviços e sistemas da cidade mais eficientes, na construção de infraestruturas de banda larga com e sem fio e na criação de ecossistemas de interligação entre empresários, organizações e cidadãos.

Houve, então, um plano de alargamento da rede wi-fi grátis aos 17 quilómetros quadrados da parte central da cidade, incluindo 85 laboratórios do cidadão, de incubação de tecnologias sociais. Isto é: programas de "formação de formadores", para dotar os líderes da comunidade com competências que lhes permitissem auxiliar uma parcela significativa da população local, a braços com iliteracia digital? uma herança do passado industrial da cidade.

Denominadores como a segurança, a gestão de tráfego, dos recursos hídricos, das lixeiras inteligentes e dos sistemas de iluminação continuam no centro da intervenção dos responsáveis da cidade de Montreal, na sequência da adesão ao plano das Smart Cities. A inovação, a inteligência competitiva, a absorção de tecnologia, o desenvolvimento cooperativo de produtos e as novas estratégias de promoção de produtos foram fatores que levaram igualmente o Estado Alabama (Estados Unidos da América, http://www.hstoday.us) a trazer a comunicação web para o mundo físico, após os violentos tornados que assolaram o território em 2011. Os graves prejuízos causados ao património (casas, edifícios comerciais e infraestruturas) e a segurança das populações (morreram cerca de 200 pessoas e houve inúmeros feridos) motivaram os responsáveis políticos a tomar a decisão de aplicar sistemas de monitorização para capturar, armazenar, analisar e apresentar de forma sistematizada todo o género de informação geográfica em mapas digitais, por forma a permitir aos serviços de segurança uma visualização em tempo real de todas as situações potencialmente de risco.

A aplicação de sistemas tecnológicos de fácil acesso é fundamental para o sucesso das Smart Cities. Nos EUA, a necessidade do seu uso foi causada pelos graves prejuízos causados por uma catástrofe natural?

Se a segurança foi um dos pontos críticos no estado da Alabama para a adesão de várias cidades às Smart Cities, houve metrópoles que optaram por planos mais abrangentes. A revista Forbes (www.forbes.com) publicou um artigo sobre as cinco Smart Cities mais relevantes de todo o mundo e apontou Barcelona (Espanha) como a mais eficaz na aplicação dos conceitos e metodologias e desenvolvimento de tecnologias neste campo. O autor do estudo, Peter High (http://www.forbes.com/sites/peterhigh/#64b4cfa05155), centrou-se em dois benefícios fundamentais das cidades inteligentes: sustentabilidade e eficiência. Em Barcelona, analisou e comparou dados tais como a rede digital inteligente, o tráfego inteligente, a segurança, o estacionamento, a iluminação pública inteligente, o envolvimento dos cidadãos, a capacidade tecnológica e a utilização de dados entre vários utilizadores, entre outros, como a gestão das águas e as lixeiras inteligentes.

As conclusões foram inequívocas: com os orçamentos das cidades cada vez apertados, as cidades que se queiram "inteligentes" devem apostar num ecossistema de forte cooperação entre autoridades políticas, empresas e cidadãos, aliando investimento público e privado. Barcelona desenvolve atualmente um total de 33 projetos relacionados com a implementação das políticas de Smart Cities (http://smartcity.bcn.cat/en/projects). No caso das lixeiras "inteligentes", a prática é simples: os depósitos de lixos estão equipados com um sistema de transmissão de dados em tempo real, que permite aos operadores saberem quais os picos de despejo de detritos, poupando assim tempo e dinheiro; além disso, os detritos são compactados e enterrados (menos odores, menos líquidos dispersos). Em Nova Iorque, por exemplo, os próprios cidadãos têm acesso a este tipo de informação (www.adventerragames.com), disponibilizada através de uma rede wi-fi...

As cidades devem apostar em sistemas de troca de informação em tempo real, que englobem autoridades locais, empresas e cidadãos. Em causa está a sustentabilidade e a eficiência dos tecidos urbanos.

As cidades são hoje desafiadas a promover o desenvolvimento económico e social, o investimento e o conhecimento, o emprego e a segurança para os seus cidadãos. Para uma comunidade com futuro, os avanços das comunicações são decisivos, na promoção de economias prósperas, inclusivas e sustentáveis.

Gestão de águaÉ nesse sentido que importa olhar de perto para questões sensíveis como a gestão da água. O primeiro pensamento até pode ser o da escassez deste bem, como acontece, por exemplo, em países sobre populosos como a Índia. Mas em municípios como Brisbane (Austrália, www.brisbane.qld.gov.au), o cenário foi mesmo o da prevenção de cheias. Na gestão das águas urbanas foram tidos em conta fatores como as mudanças climáticas, a saúde humana, o saneamento e o tecido urbano. Com a integração de ferramentas de comunicação web, quer os cidadãos quer a Administração Pública acedem em tempo real aos dados relativos ao estado dos vários cursos de água e respetivos leitos de cheia, ajudando assim a prevenir danos humanos e patrimoniais resultantes de desastres naturais..

Para a gestão de uma Smart City, as questões relativas ao tráfego automóvel são igualmente decisivas. A região de Amesterdão (Holanda,https://amsterdamsmartcity.com/projects/smart-traffic-management) é uma das mais movimentadas do país e foi necessário aplicar um sistema que ligasse a rede local de controlo à rede nacional. Num dispositivo único, os dois centros podem gerir a rede de tráfego regional, o que resultou na diminuição em dez por cento nas perdas de tempo dos automobilistas em filas. O sistema inteligente de controlo de tráfego aplicado em Amesterdão permitirá a ligação, no futuro, a equipamentos de navegação instalados nos veículos, podendo fazer uma gestão mais eficaz do fluxo automóvel na região.

Uma comunidade que se queira com futuro deve apostar nas comunicações e na interligação dos vários sistemas de gestão de recursos. Só assim se promove o desenvolvimento económico e social.

Outro aspeto importante para a prossecução de uma Smart City é o da iluminação pública. É o que esta a ser feito em Glasgow, na Escócia, cujo sistema de iluminação pública é todo controlado via web: o fornecimento de dados em tempo real permite o ajuste do brilho das luzes sempre que necessário; a iluminação inteligente oferece um serviço de iluminação sob medida para as áreas residenciais e comerciais, privilegiando a economia nas horas noturnas.

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